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Reforço da comunicação camponesa para mulheres.......
Cabo Verde, 25 - 29 de Setembro

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Contexto e justificação

Na maioria dos países da África Lusófona, os Estados confiaram a gestão directa do desenvolvimento rural às associações profissionais de produtores. Estas associações desempenham doravante duas novas funções. A primeira diz respeito à prestação de um conjunto de serviços de apoio a montante e a jusante da produção agrícola: melhoria e diversificação da produção, apoio ao desenvolvimento de actividades de transformação e organização de produtos e serviços colectivos. A segunda diz respeito à formulação e negociação de políticas de desenvolvimento rural: definição do projecto sócio-político da organização (preços e taxas, crédito aos agricultores, imposto predial e investimentos públicos em meio rural) e das suas orientações e estratégias.

A responsabilização acrescida destas organizações camponesas conjuga-se com uma descentralização dos poderes das autoridades nacionais para as colectividades territoriais. Estas começam a assumir a responsabilidade do planeamento, gestão e animação do desenvolvimento local: definição concertada dos planos de desenvolvimento e supervisão da sua execução, e gestão descentralizada dos investimentos e dos serviços de apoio aos produtores. Conjuga-se igualmente com a democratização do poder (participação no processo de tomada de decisão e alternância a nível das escolhas dos responsáveis).

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Além disso, na África Lusófona, o desenvolvimento agrícola é ainda amplamente financiado pelos poderes públicos. As medidas de austeridade impostas pelos planos de reajustamento estrutural levaram à diminuição da parte de financiamento do desenvolvimento agrícola proveniente dos recursos nacionais. Mesmo se a importância relativa da contribuição dos mutuantes aumentou, não se manterá, no entanto, indefinidamente a um nível tão elevado.

Neste contexto de mutações socioeconómicas e institucionais, os responsáveis de organizações de produtores agrícolas e de ONGs são obrigados a comunicar mais e melhor com os seus parceiros: melhor circulação da informação entre a base e a cúpula e tratamento das informações relativas à liberalização das redes e à descentralização político-administrativa.

Neste contexto, o CTA e o INIDA apoiam as organizações profissionais camponesas nos seus esforços de desenvolvimento, apoiando-se na seguinte hipótese: "toda a sociedade reforça o domínio da palavra pelos seus membros através da educação. Este domínio é um produto social e assenta no seu referencial cultural".




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